Então eu percebi que também estava chorando, havia lágrimas em meu rosto, e eu sentia uma dor em mim ao vê-lo daquele jeito. Com tudo que ele tinha dito, eu me coloquei em seu lugar, e eu não sabia como confortá-lo. Eu não conseguia achar as palavras certas. Coloquei a mão em seu queixo levemente, fazendo-o olhar em meus olhos.
– Vai passar – Falei
– Isso é a coisa que mais ouço há dois anos – Falou num tom de revolta.
– Quero dizer, é como uma tempestade, ela vai causando danos, e fazendo uma bagunça aí dentro, – apontei pra seu peito – mas uma hora ela vai acalmar, mesmo que dure uma noite inteira e sabendo que cedo ou tarde ela voltará. – Ele me olhava prestando atenção, mas um pouco confuso – O que eu digo, é que mesmo que sua dor dure muito tempo, mesmo que isso tenha causado danos em você, algo vai ocupar essa dor, e não importa o que seja, mesmo que ela volte a te machucar novamente. – Agora ele parecia pensativo, não mais confuso. Ele não estava mais chorando, só restavam algumas lágrimas secas por suas bochechas, e nas minhas também. – Bom, agora vou voltar pra mesa. E você também deveria fazer o mesmo, acho que estão preocupados.
– É. – Falou ele assentindo com a cabeça – Só vou me recuperar um pouco.
– Então... é isso – Falei enquanto me preparava pra levantar, mas antes disso ele segurou minha mão, meu coração parou e eu gelei automaticamente.
– Beatrice, obrigado.
– Por quê? – Eu realmente não sabia o motivo.
– Er... por ter me dado essa força, você realmente me fez crer que isso vai passar algum dia. É que você me passou segurança, e dividiu essa dor comigo. Não sei bem explicar. – Ele parecia se complicar com as palavras.
– Não foi nada. De verdade. Eu me sinto bem por saber que você ta melhor.
Ele deu um sorriso que me parecia bem sincero.
– Ah, outra coisa. Desculpa.
– Desculpa? Pelo quê eu deveria te desculpar?
– Você sabe, pelas quedas, e por ter sido tão grosso contigo, eu realmente achava que você era mais uma daquelas patricinhas idiotas. – Ele deu um sorriso de lado meio tímido. Ainda segurava minhas mãos, e me olhou esperando uma resposta. Eu demorei a absorver o fato de que ele achava que eu era um tipo de garota daquelas que eu odeio e por isso tinha sido rude comigo.
– Hã... não se preocupa com isso. E ah, você se enganou feio com a suposição de que sou alguma “patricinha”.
– Eu sei – Ele ainda estava com o sorriso, digamos que perfeito, no rosto. Mas a expressão dele parecia surpresa e ao mesmo tempo de achando algo engraçado quando ele olhou pra algo atrás de mim. – Olha só – falou balançando a cabeça como algo que parecia desaprovação. Olhei pra trás e vi Meg e o garoto que tínhamos visto antes no maior amasso. Estavam encostados no canto portão por trás de algumas plantas, do outro lado da piscina. – Mais uma vítima de Meg – Disse no mesmo tom de desaprovação de antes.
Eu ri e olhei pra mão dele que continuava na minha.
– Desculpa – Ele falou tirando a mão de cima da minha como se de repente ela tivesse começado a pegar fogo.
– Nã-ão, eu não me incomodo – Falei dando um sorriso meio tímido e quase o obrigando a colocá-la lá de volta. Mas ele não segurou, apenas correspondeu meu sorriso.
– É melhor irmos pra mesa – Disse ele se levantando, fiz o mesmo ainda sem acreditar que eu tinha estado no meu jardim com Gabriel, onde geralmente eu ficava sozinha e deprimida.
Chegamos à mesa e nos sentamos. Ele no lugar vazio ao lado da Sra Cecília e eu ao lado de meu pai.
– Onde estavam? – Perguntou minha mãe
– Quando eu tava voltando do toalete vi Gabriel com umas pessoas, e ficamos conversando. – Falei
– Ah, com quem, filha? – Perguntou meu pai
– Não lembro o nome, pai. – Falei como se fosse óbvio
– Você lembra Gabriel? – Perguntou o Sr Mauro
– Não cheguei a perguntar o nome – Disse ele.
– Mas, cadê Meg? – Tentei mudar o assunto
– Ela disse que ia no toalete procurar à sua procura, porque você tava demorando. – Respondeu a Sra Cecilia
– Hum, ok então.
Eu e Gabriel nos olhamos e rimos.
Eu estava com sérias dúvidas sobre como Meg chegou no garoto, quais foram o truques de sedução? Depois ela teria de me contar tudo.
– Vai passar – Falei
– Isso é a coisa que mais ouço há dois anos – Falou num tom de revolta.
– Quero dizer, é como uma tempestade, ela vai causando danos, e fazendo uma bagunça aí dentro, – apontei pra seu peito – mas uma hora ela vai acalmar, mesmo que dure uma noite inteira e sabendo que cedo ou tarde ela voltará. – Ele me olhava prestando atenção, mas um pouco confuso – O que eu digo, é que mesmo que sua dor dure muito tempo, mesmo que isso tenha causado danos em você, algo vai ocupar essa dor, e não importa o que seja, mesmo que ela volte a te machucar novamente. – Agora ele parecia pensativo, não mais confuso. Ele não estava mais chorando, só restavam algumas lágrimas secas por suas bochechas, e nas minhas também. – Bom, agora vou voltar pra mesa. E você também deveria fazer o mesmo, acho que estão preocupados.
– É. – Falou ele assentindo com a cabeça – Só vou me recuperar um pouco.
– Então... é isso – Falei enquanto me preparava pra levantar, mas antes disso ele segurou minha mão, meu coração parou e eu gelei automaticamente.
– Beatrice, obrigado.
– Por quê? – Eu realmente não sabia o motivo.
– Er... por ter me dado essa força, você realmente me fez crer que isso vai passar algum dia. É que você me passou segurança, e dividiu essa dor comigo. Não sei bem explicar. – Ele parecia se complicar com as palavras.
– Não foi nada. De verdade. Eu me sinto bem por saber que você ta melhor.
Ele deu um sorriso que me parecia bem sincero.
– Ah, outra coisa. Desculpa.
– Desculpa? Pelo quê eu deveria te desculpar?
– Você sabe, pelas quedas, e por ter sido tão grosso contigo, eu realmente achava que você era mais uma daquelas patricinhas idiotas. – Ele deu um sorriso de lado meio tímido. Ainda segurava minhas mãos, e me olhou esperando uma resposta. Eu demorei a absorver o fato de que ele achava que eu era um tipo de garota daquelas que eu odeio e por isso tinha sido rude comigo.
– Hã... não se preocupa com isso. E ah, você se enganou feio com a suposição de que sou alguma “patricinha”.
– Eu sei – Ele ainda estava com o sorriso, digamos que perfeito, no rosto. Mas a expressão dele parecia surpresa e ao mesmo tempo de achando algo engraçado quando ele olhou pra algo atrás de mim. – Olha só – falou balançando a cabeça como algo que parecia desaprovação. Olhei pra trás e vi Meg e o garoto que tínhamos visto antes no maior amasso. Estavam encostados no canto portão por trás de algumas plantas, do outro lado da piscina. – Mais uma vítima de Meg – Disse no mesmo tom de desaprovação de antes.
Eu ri e olhei pra mão dele que continuava na minha.
– Desculpa – Ele falou tirando a mão de cima da minha como se de repente ela tivesse começado a pegar fogo.
– Nã-ão, eu não me incomodo – Falei dando um sorriso meio tímido e quase o obrigando a colocá-la lá de volta. Mas ele não segurou, apenas correspondeu meu sorriso.
– É melhor irmos pra mesa – Disse ele se levantando, fiz o mesmo ainda sem acreditar que eu tinha estado no meu jardim com Gabriel, onde geralmente eu ficava sozinha e deprimida.
Chegamos à mesa e nos sentamos. Ele no lugar vazio ao lado da Sra Cecília e eu ao lado de meu pai.
– Onde estavam? – Perguntou minha mãe
– Quando eu tava voltando do toalete vi Gabriel com umas pessoas, e ficamos conversando. – Falei
– Ah, com quem, filha? – Perguntou meu pai
– Não lembro o nome, pai. – Falei como se fosse óbvio
– Você lembra Gabriel? – Perguntou o Sr Mauro
– Não cheguei a perguntar o nome – Disse ele.
– Mas, cadê Meg? – Tentei mudar o assunto
– Ela disse que ia no toalete procurar à sua procura, porque você tava demorando. – Respondeu a Sra Cecilia
– Hum, ok então.
Eu e Gabriel nos olhamos e rimos.
Eu estava com sérias dúvidas sobre como Meg chegou no garoto, quais foram o truques de sedução? Depois ela teria de me contar tudo.